quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Beat street


     Há pouco tempo, no dia 08 de junho de 2014, a cultura Hip Hop celebrou o 30º aniversário do filme “Beat Street” (no Brasil traduzido como “A Loucura Do Ritmo”) de Stan Lathan.
     A produção conta a história de jovens artistas que sonham em fazer sucesso na cultura Hip Hop, sendo lembrado por cenas contagiantes como as que retratavam os graffitis nas linhas de trem  em Nova Iorque, canções de artistas como Kool Moe Dee e também a lendária batalha de B.Boys no clube Roxy, entre a Rock Steady Crew e a New York City Breakers.
     Talvez ele não tenha sido o filme que retratou mais puramente nossa cultura (popularmente este ‘título’ pertence ao longa-metragem Wild Style), mas com certeza foi um dos principais responsáveis pela disseminação do Hip Hop no mundo, fazendo com que uma geração de jovens adotassem essa cultura como um estilo de vida.
     O Zine Nest Panos trouxe uma entrevista com o b.boy, grafiteiro DJ e MC Adriano MCA, de Anápolis - Goiás, que teve o privilégio de assistir o Beat Street no cinema e conta para nós um pouco dessa emoção.

Nest – Quando você viu o Beat Street pela primeira vez?
MCA – Em 1985 no Cine Roxy em Anápolis – GO.

Nest – Você já tinha contato com a cultura Hip Hop?
MCA – Sim, já dançava soul/funk e arriscava como era dito na época “robozinho e ondinhas” rs...rolava também a novela Partido Alto que na abertura tinha cenas de b.boys dançando.

Nest – Como esse filme te marcou? Qual a sensação que você teve após assisti-lo?
MCA – Mano, foi um HD de informação da cultura em todas as suas vertentes, saca...a arte, as rimas e principalmente a dança e sua verdadeira essência. Depois disso mudou minha vida passei a não só curtir e sim, viver no Hip Hop. A sensação depois de assistir foi vibe louca, vontade de dançar, inspiração pra treinar e já quis voltar pra assistir novamente, lembro que em uma semana assisti 9 vezes.

Nest – Você percebeu muitas pessoas se contagiarem com o filme e as suas cenas?
MCA – Sim, o cine virou uma balada saca?! No final subíamos lá na frente e arriscávamos passos.

Nest – Você  vê muitas pessoas que viveram a época do Beat Street e ainda estão na ativa?
MCA – Não muitas, mas tem ainda irmão de décadas aqui na city e na crew, não dançando mas apoiando nossa cultura e crew, cantando rap e organizando eventos.

Nest – Você ainda percebe na nova geração a garra da sua geração?
MCA – Na nova geração ainda há vários b.boys e b.girls de classe, que honram suas crews e a nossa dança, mas 90% da atual nem sabem o que fazem, o que dançam e nem tentam se informar como é a verdadeira cultura, com um acesso tão fácil à informação isso é triste. 

Nest – Conte-nos um pouco sobre como tem vivido no Hip Hop atualmente.
MCA – Bom, tenho minha crew, treino e instruo todos como deve ser, sou professor de artes e graffiti, dou aulas de danças urbanas e coreógrafo de vários espetáculos, represento minha cidade e estado pelo Brasil em battles e no graffiti, como MC tenho 3 CDs gravados e como DJ toco em cyphers e batalhas.

Battle no Club Roxy:

Trailer Oficial:

Filme completo (1080p) >>> Audio Inglês <<<

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